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Muitas pessoas entram em contato conosco para perguntar se a lã que usamos para nossos tricôs gigantes é a lã merino.

É importante explicar que merino é o nome de uma raça de ovelhas, raça que não é a mais comumente criada no Brasil. O Brasil tem grande produção de raças deslanadas (que não dão lã) no Nordeste do País entre outras com maior aptidão para a lã.

A raça merino teve origem na Espanha.  O Merino Espanhol é considerado um dos ovinos domésticos  mais antigo de todos os conhecidos, e é descendente de um ovino selvagem primitivo natural da Ásia Menor, o Ovis arkal. A partir do século XVIII o Merino Espanhol foi o tronco de origem das numerosas raças Merinas desenvolvidas em diversos países: Merino Electoral ( na Alemanha), Merino Negrette ( na Austria-Hungria), Merino Rambouillet (na França), Merino Vermont, Delaine e Rambouillet Americano (na América do Norte), Merino Argentino (na Argentina), Merino Uruguaio (no Uruguai) e finalmente o Merino Australiano (na Australia).

A lã de merino é extremamente macia e brilhante tendo micragem (diâmetro da fibra) variando de 14 a 26 micras. Quanto mais baixa a micragem mais fina, e macia, será a lã.

Uma micragem baixa também garante maior o seu brilho ao produto final. No Brasil há uma lã batizada de “amerinada” que na verdade é uma mistura de fibras de lã (incluindo a da raça merino).

É sempre bom desconfiar de lãs merino anunciadas com preços baixos, já que os preços da lã merino são cotados em dólar no Brasil e a lã cardada (não fiada) não é encontrada por menos de 16 dólares o quilo da lã, já que a maior parte da lã merino é destinada à exportação.

O mais comum é encontrarmos a lã cardada e a lã fiada de outras raças de ovinos, como a corriedale, por exemplo.